GINSENG
Fonte: Boa Saúde
O ginseng é um dos fitoterápicos mais utilizados em todo o mundo.
O gênero dessa erva compreende cinco espécies de plantas de crescimento lento e vida longa, cultivadas em todo o mundo, mas especialmente em países de clima mais ameno.
Essa planta vem sendo utilizada há séculos na medicina chinesa e até mesmo pelos nativos norte-americanos.
Alguns pesquisadores acreditam, porém, que a erva utilizada originalmente pelos chineses era de outra espécie.
O nome ginseng é derivado de uma palavra chinesa que significa "raiz-homem", porque a raiz da planta tem um formato semelhante às pernas de um homem.

O ginseng tem em sua composição saponinas, aminoácidos, vitaminas,minerais e outros nutrientes.
Estas substâncias atuam em conjunto para aumentar a atividade cerebral e estimular a defesa corpórea, ao mesmo tempo em que é antidepressivo e anticonvulsivante.
Aumenta o vigor físico e mental, e melhora o desempenho no trabalho e no estudo. Em certos casos, pode funcionar até como estimulante sexual. O principal elemento do ginseng é o chamado ginsenosídeo, uma saponina
que possui efeitos sedativos e metabólicos no sistema nervoso central.
É responsável pelos efeitos anti-depressivos, anti-stress e analgésicos.
Os aminoácidos, juntamente com os ginsenosídeos, atuam estimulantes adaptogênicos, que aceleram a liberação de hormônios, para atuarem como revigorantes e revitalizantes.
Os outros elementos ajudam na reposição de nutrientes no organismo. A partir dos conhecimentos tradicionais milenares, aliados às atribuições
científicas e farmacêuticas, conclui-se que o ginseng é um eficiente fitoterápico para auxiliar a:
- aumentar da resistência do organismo (energético) ao estresse e aos efeitos nocivos de origem física, química e/ou biológica
- melhorar a performance física e mental
- agir como tranqüilizante e anti-envelhecimento
- ajudar na regulação do metabolismo corporal
- ajudar na regulação do equilíbrio hormonal
- revitalizador e estimulante natural
Pesquisas com o Ginseng
Os esforços para se conhecer as características milenares do ginseng foram reconhecidos no mundo inteiro, sempre evidenciando sua eficácia para a manutenção
da saúde, comprovada ou ainda de conhecimento tradicional.
Por isso, tornou-se a alternativa natural mais requisitada nos tempos modernos.
Efeitos
Historicamente, o ginseng é utilizado para melhorar o estado de estresse e cansaço, devido às suas propriedades chamadas "adaptogênicas".
Com isso, parece estar associado a uma melhora do bem-estar e a um aumento da habilidade em lidar com os fatores estressores (ambientais, fisiológicos e emocionais). Além disso, outros efeitos seriam a redução da suscetibilidade às doenças e também a diminuição dos danos causados por tratamentos como a quimioterapia e a radioterapia.
Os extratos de ginseng contêm diversas substâncias, mas as principais são as chamadas ginsenosídeos.
Esses compostos possuem uma estrutura semelhante a certos hormônios que o nosso organismo produz, e suas ações podem ser devidas à sua ligação aos receptores para esses hormônios.
Essas ações afetam diversos sistemas em nosso corpo, incluindo o estímulo à liberação de certos hormônios reguladores e a ativação da produção de proteínas e de colesterol.
Os estudos já realizados sugerem que o ginseng pode ajuda a reduzir os níveis de uma substância chamada cortisol, em pacientes com diabetes, e ajuda a elevar esses níveis naqueles pacientes sem diabetes.
Isso é importante, porque uma das ações do cortisol é elevar a taxa de glicose no sangue, o que é prejudicial principalmente aos diabéticos.
Acredita-se também que algumas das substâncias encontradas no ginseng atuem na melhora do aprendizado e da memória, tenham efeito sedativo e de redução da pressão arterial.
Outro grupo de compostos teria ações estimulantes sobre o sistema nervoso.
Os estudos realizados com o ginseng têm mostrado que os efeitos desse fitoterápico dependem da dose utilizada.
Por exemplo, foi mostrado que o uso em baixas doses leva ao aumento da pressão arterial, enquanto altas doses ajudam a reduzir a pressão.
Como já comentamos, o ginseng tem efeitos benéficos para os pacientes que são submetidos à quimioterapia, ajudando a reduzir a perda de peso e a estabilizar o sistema imune, ajudando a proteger o organismo de alguns efeitos colaterais desses tratamentos.
Apesar de todos esses efeitos relatados, a maioria dos estudos realizados apresentou resultados discordantes.
Acredita-se que isso se deva à qualidade variável das preparações de ginseng utilizadas.
Além disso, os estudos não apresentam qualidade satisfatória, que permita a formulação de conclusões definitivas.
Classificação
Existem algumas preparações de diferentes espécies de ginseng, sendo as mais comuns:
• Ginseng Chinês/Coreano (Panax ginseng): atribui-se a ele efeitos estimulantes, melhorando a circulação sanguínea e ajudando na recuperação de doenças leves. Pode ser adicionado a sopas.
• Ginseng Americano (Panax quinquefolius): é o ginseng que é cultivado nos EUA e no Canadá. Parece ter ações calmantes. Um estudo mostrou que o ginseng pode ajudar na redução dos episódios de gripe, em idosos.
• Ginseng Silvestre: é aquele que não é cultivado pelo homem, que nasce naturalmente. Alguns pesquisadores acreditam que sua qualidade é superior à do ginseng que é cultivado, talvez porque ele contem maior quantidade de ginsenosídeos. É bastante raro.
• Ginseng Vermelho: é representado pelo ginseng chinês/coreano que foi submetido ao calor. Seus efeitos seriam de estimulante sexual e combate ao câncer. Um estudo realizado com esse tipo de ginseng mostrou certo benefício no tratamento da impotência. Outro estudo mostrou que essa erva pode ajudar a controlar a recidiva do câncer de estômago.
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